quarta-feira, abril 09, 2025

É no grito...

É no grito que o meu silêncio se encosta, se esconde, se mostra... mas onde? O teu sussurrar fere-me os ouvidos, que de lágrimas se enchem — profundos sentidos que se trocam por não se reconhecer. Nem eu sei como pense que possa fazer. Porque chorar seria dos olhos... ou da alma, talvez. Mas o silêncio dos teus gritos, no sussurro que, em lágrimas, se desfez. Não consigo pensar com a cabeça, e na boca são criadas as tempestades de palavras que tendem a não querer sair. Fico sem saber se será desse silêncio, onde as palavras por ti sussurradas fazem os meus ouvidos chorar. É no grito...

segunda-feira, janeiro 02, 2023

Sentir... Já não sei se sinto o que estou a sentir ou a sentir aquilo que sinto. As certezas, que cada vez mais incertas se tornam, trazem-me a certeza de que nada é certo. O teu tempo começa já a ser diferente do meu, ou pelo menos a percepção que dele tens... Sinto-me cada vez mais distante de ti, embora cada vez te sinta mais... És um grande pilar meu e nada pode mudar isso. Sei que poucas vezes to disse, mas acredito que o sentes bem dentro de ti. Amo-te muito meu pai... Obrigado por seres a pessoa que és...

terça-feira, fevereiro 20, 2018

que estúpida forma de estar

Queria falar de mim, agarrar um pouco o que está aqui. Deixar fluir o que tende a querer, prender internamente, sair. Quero mais de mim sem saber onde buscar, sair da rotina de estar e não estar. Acordo sem razão, e que sentido posso dar, quando adormeço a pensar que amanhã será um novo acordar. Que aconteceu ao meu pensamento que fluía, que explorava a alegria eficaz da minha loucura? que tempo é este que nada se encontra que nada segura e acordo cada dia com menos energia e em simultâneo mais e menos alegria. Oh tempo, para trás não quero que voltes e para a frente o caminho pode ser incerto, mas por favor ajuda-me na incerteza que é ter novamente energia, essa alegria que carrego e que não me aparece na devida altura que espero. Volta agora que preciso... Sair daqui para me encontrar... que estúpida forma de estar... que estúpida forma de estar.

sábado, julho 15, 2017

Porquê um dia?

Sem caminho por onde correr o rio, as águas continuam a percorrer o trajeto até à ponta dos meus lábios.  O sal amargo que não compreendo se é mais amargo no sabor ou pensamento torna este momento verdadeiramente salgado. Olho e encontro-te em todo o lado, e sem lá estares não te consigo alcançar. Todos os dias te encontro "sob um pensamento, my darkchild". Os minutos parecem dias a passar e os dias anos.... tenho todos os meus planos presos em algo que não sei onde encontrar.  A partilha que fomos e sentindo eu que somos está longe de a alcançar.  Tenho apenas saudades de te ouvir falar. Sorrir. Apenas estar para te sentir.
Um dia.....
Porquê um dia?

domingo, maio 07, 2017

A estrada que deixámos desviar

Ainda estou a desmaiar em cima do meu próprio desmaio.  O meu rumo desvia-me para um rumo que não me leva a lado nenhum ou apenas não sei onde me pode levar. Perdi o pilar que sustenta a estrada que caminhava contigo sem perceber se foste embora ou se eu saí do caminho. Á noite começa a meu desespero no paradoxo de te encontrar enquanto me procuro. Não sei se aquilo que preciso é a tua presença ou a minha ausência da dor que sinto. Acordo com falta do teu corpo mas o teu cheiro ainda se encontra presente parecendo a tua ausência ainda mais distante do que presença de mim próprio para comigo.  Amar é apenas a única coisa que me dá força para continuar sem ti porque sinto que estás aqui ao meu lado, neste lado inverso ao qual me encontro.
Hoje sou eu contigo mas sem ti ou mesmo sem mim. Ainda não percebi.
Sinto que estou num espaço diferente do meu ser. Sinto que tudo vale neste jogo que acabou de acontecer ou nada mais vai ser: nem como antes nem como agora... Sinto-te presente mesmo sabendo que foste embora. Isto porque o amor é uma linha que enquanto sentida ainda não nos está a separar, permitindo-me continuar a andar... a amar... talvez mesmo simplesmente chorar.
Quero que isto seja o melhor.... Mas quero acreditar que mesmo que a sonhar um dia vais voltar.  Continuar a caminhar na estrada que deixámos desviar. A estrada que deixámos desviar.

sexta-feira, janeiro 08, 2016

Em pequeno: eu cresci

Cresci. Cresci porque me sinto mais pequeno. É a alegria das coisas, saber que se pode fazer errado aquilo que já se sabe ser certo. Hoje sinto-me maior e cada vez o entendo de forma mais diminuta. Todos o sabemos, que quando crescemos tudo começa por ficar mais pequeno. A própria vida começa a ficar mais curta. Nem tudo o que é errado está certo e nem todo o certo é, de alguma forma, completamente errado. Hoje sinto-me aqui, pequeno... De um lado completamente errado. Sinto que há uma poeira no ar que me chama, de alguma forma, para uma outra forma que só mesmo o certo me diz continuar errado. Não é o amor, que esse está presente em cada passo e cada passo o amor o transforma em grande tudo aquilo que acho pequeno. Os outros olham de uma forma estranha e acham que de grande que tenho pequeno lhes parece. Ou simplesmente acham grande tudo quilo que tenho de pequeno. Mas o certo é que cresci, pequeno... E grandemente construí aquilo que aos teus olhos pequeno parece e grande acontece. Deixa-me gritar, pequeno, baixinho. Deixa.me sussurrar um grito mansinho... Mas quero crescer mais ainda, por pequeno que possa ficar. Quero gritar mais baixo, mais sereno e ficar pequeno para que possa mais uma vez gritar. Apagar, escrever uma vez mais. Transformando todo num pequeno na grandeza que me diga que cresci. E que eu morra se já não morri, pequeno... Porque sou grande... A tentar crescer pequeno... No meu ninho, no meu ninho... Porque só eu pequeno percebi.... que em pequeno: eu cresci.

sábado, janeiro 31, 2015

Se assim o quiseres..

Se calma acalma a alma, e desespero da chuva que cai,ser calma, mas que na tempestade agita muito mais que alma... Agarrara-te a mim agora, sim, porque podes ou apenas pretendes agarrar... Chuva, salpica mais uma vez o meu mar... Sei da musica que a ouvir, as palavras me fazem sair, acalma a minha alma, porque eu próprio já não estou a sentir... Ou mesmo se a sentir estou, que da tempestade, a musica ecoa no som.. o mesmo som que a lama, a minha mesma, possa de alguma forma passar, desespero ouvi calma.. Já eu prprio me esqueci de pensar... Quero apenas abraçar a tua alma, que perto da minha, calma, assenta na mesma linha, obviamente calma. Da minha própria alma.. Se de segredos sei, corro de medo, porque de um segredo, falas mansas da alma de que apenas fugir quero. Não, nada mais que o desespero. se assim o quiseres se assim o quiseres.. se assim o quisseres