quinta-feira, fevereiro 10, 2005

A tua ilha...

Deixo que a espuma do mar chegue e me toque, lânguida língua que me provoca sensações estranhas...
Ontem reparei nas estrelas, a necessidade de olhar um infinito, que de infinito só tem a lembrança...
Recuei no tempo, viajei no traço contínuo de história e observei, concerteza, coisas que não são existenciais, mas pouco importa. E, se por acaso importasse, o momento não se tornaria oportuno, para que sentisse esse efeito no meu corpo.
Olhei atentamente cada uma das cores de um arco-íris imaginado em pleno escuro do universo e recuei no tempo uma vez mais, voltei à vivacidade da minha juventude ao descobrir que os momentos são feitos de sensações e a sensação de ti, amor, torna-se naturalmente mais bela quando o teu cheiro acompanha o meu olhar no espaço lá fora.
Aqui dentro do nosso espaço, o meu mundo confunde-se e funde-se com o teu, enquanto todo o mundo continua a girar.
Espaço que percorro contínuo, sem tempo, e sem pensamento, porque o tempo se funde e o pensamento confunde os anos que passam.
E agora, sorrio para ti, nesta lágrima que me desce sem que me aperceba a felicidade que nela é transportada (que é muita). E o mar, o mar lá fora, junta as cores que são enviadas de um outro mundo, envolve-nos o pensamento e transforma o tempo em pequenos símbolos de paixão que os dois amantes partilham.
Quero ser no mar mais uma passagem e no seu interior ser a mesma ilha com que sempre sonhaste.
Obrigado por tudo, neste meu mundo que agora também é teu.

3 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Quero que o meu sorriso seja a pele que te cobre os olhos...

2:07 p.m.  
Blogger Bruno Pereira said...

JÁ É ;) Adoro-te!!!!!

2:09 p.m.  
Anonymous Anónimo said...

Sim, claro que sim, dizias-me tu enquanto os teus olhos pediam que não. E eu não acreditei em ti. Mas também não acreditei em mim. Deixei-te por um momento no tempo. Só porque sabia que a seguir te iria encontrar, sem querer voltar a largar-te. E porque os teus olhos me diziam que não eu soube qual era o meu caminho.

Quero perder-me em ti. Porque isso levar-me-á a reencontrar-me e a conhecer-te. Ou a reconhecer-te. Porque é isso que sinto todos os dias: que lá tens estado, nos meus sonhos, em cada um dos meus suspiros. A cada fantasia que tive faltou a face certa. Contigo encontrei-a e estou a aprender a reconhecê-la, torná-la minha... com toda a naturalidade de um abraço de velhos companheiros.

Contigo existem duas vidas: numa delas há dois mundos que se olham, se tocam, se beijam, se fundem. Exploram-se um ao outro e constroem um universo (sim, desses em expansão... não infinitos mas em crescimento constante). Na outra, há o Nada, aquele vazio que ninguém conhece mas que é simples: só pode ser contigo; se não fores tu... não pode ser ninguém...

Parabéns!

3:12 p.m.  

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