É no grito...
É no grito que o meu silêncio se encosta, se esconde, se mostra... mas onde?
O teu sussurrar fere-me os ouvidos, que de lágrimas se enchem — profundos sentidos que se trocam por não se reconhecer.
Nem eu sei como pense que possa fazer. Porque chorar seria dos olhos... ou da alma, talvez.
Mas o silêncio dos teus gritos, no sussurro que, em lágrimas, se desfez.
Não consigo pensar com a cabeça, e na boca são criadas as tempestades de palavras que tendem a não querer sair.
Fico sem saber se será desse silêncio, onde as palavras por ti sussurradas fazem os meus ouvidos chorar.
É no grito...

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